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Notícias da Igreja

Reflexão do Pe. Geraldo Gabriel: A Cruz

08/11/2017

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Sempre gostei da Cruz. Nasci numa comunidade rural que ficava longe da Igreja. Então, boa parte de minha fé, foi alimentada aos pés da cruz. Na comunidade, não havia igreja ou capela. Então, a gente rezava sempre no cruzeiro. Era uma cruz simples, pintada de azul e  cercada de alvenaria. Havia rezas do terço durante todo o mês de maio. Cada família era responsável por um dia. No dia que a responsabilidade cabia à minha família, a gente ia ao cruzeiro, na parte da tarde. Varria tudo, enfeitavam de bananeiras, arcos de bambus, buscávamos lenha seca para a fogueira e deixava tudo bonito. À noite, a gente chegava ao local antes dos convidados, forrava tudo com panos brancos, ajeitava os leilões e acendia a fogueira. Em minha comunidade todos éramos muito pobres. Mas, enquanto crianças, a gente nem se dava conta disso e éramos felizes assim mesmo.

No Brasil, o cruzeiro abriu os caminhos para o Evangelho. Assim, que Pedro Álvares Cabral, navegante português, pisou em solo brasileiro plantou nele uma cruz em torno da qual foi celebrada a primeira missa. A nova terra foi chamada de Ilha de Vera Cruz e em seguida de “Terra de Santa Cruz”. Às vezes, sou tentado a pensar que se o Brasil tivesse continuado com esse nome sua história teria sido bem mais bonita...

Atualmente, trabalho em muitas comunidades onde exerço meu papel de líder religioso. Vejo que tais comunidades têm dificuldades em edificar suas capelas. Mas, sinalizam com uma cruz o local da futura construção. Em torno da cruz começam os momentos de oração e fortalecem os vínculos comunitários.  A cruz parece abraçar aquela “criança recém nascida” e guiá-la no caminho do crescimento.

Antigamente, quando parecia haver mais respeito pelo sagrado e pela vida humana que também é sagrada, quando uma pessoa morria o local de sua morte era sinalizado com uma cruzinha. Mas, os acidentes nas rodovias cresceram tanto, com a modernização que, se esse hábito continuasse nossas rodovias seriam verdadeiros cemitérios... Era bonito o costume de tirar o chapéu ao passar perto de uma cruzinha dessas. A gente se lembrava que naquele local alguém deu o último suspiro. Rezava  por aquele irmão e o colocava, carinhosamente, nos braços de Jesus. Hoje,  a morte fica disfarçada entre flores e homenagens. Existem verdadeiras empresas funerárias. São capazes de colocar um sorriso largo no rosto do falecido. Credo!

Tenho profundo respeito pela Santa Cruz. Ainda não perdi o costume simples de “aguar o cruzeiro” para pedir chuvas. Não creio que isso seja mera superstição, pois da Cruz de Cristo pode cair sempre uma chuva de graças sobre o devoto. Quem faz chover as graças pode também fazer as chuvas!  A Cruz de Cristo é sinal de salvação. Ela me lembra até onde o meu Deus foi capaz de chegar por amor. Na cruz Ele pagou, antecipadamente, o preço de meus pecados. 
Por isso, termino esse texto com o sinal da cruz e peço a você que faça o  mesmo. Amém.



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