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Mesmo assinado o Termo de Confidencialidade não garantiu ainda o retorno das eletivas no Hospital Nossa Senhora da Conceição

20/04/2017

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A assinatura do Termo de Compromisso de Confidencialidade e o repasse de mais R$260 mil não foram suficientes para a diretoria do Hospital Nossa Senhora da Conceição revogar a decisão de suspender as cirurgias eletivas, que são aquelas programadas.

Ao contrário do que a população esperava, o acordo entre a prefeitura e a direção do hospital ainda não está totalmente sacramentado. As partes agora conversam melhor, mas daí a apertar as mãos para um trabalho conjunto só mesmo na semana que vem.

Foi o que ficou acertado ontem pela manhã, durante nova reunião do prefeito Elias Diniz com o provedor do hospital, Osvaldo Alves Leite. Entre as discussões desse novo momento está o procedimento a ser adotado no compartilhamento do banco de dados do hospital. Dentro do Termo de Compromisso de Confidencialidade, a prefeitura quer enxergar de forma clara a rede do hospital e a instituição fará o mesmo em relação à Secretaria Municipal de Saúde.

O desafio é evitar o retrabalho, economizar dinheiro público e agilizar os atendimentos. De consensual entre as partes, por enquanto, apenas o reconhecimento de que a região de Pará de Minas precisa muito do Nossa Senhora da Conceição. A falta de dinheiro para o custeio total das despesas continua sendo o pivô das divergências.

A prefeitura está disposta a repassar R$170 mil por mês, inclusive anunciou para 10 de maio a próxima parcela da subvenção, mas o hospital diz que precisa de R$400 mil. Segundo Osvaldo Leite, com esses R$400 mil estarão liberadas todas as cirurgias eletivas e demais procedimentos solicitados pelo município. Elias quer números para fazer suas contas e comprovar a necessidade.

A filosofia do prefeito é fazer “mais com menos” e o provedor rebate dizendo que em se tratando de saúde pública “menos é menos”. Resumo da história: o impasse ainda não chegou ao fim, as eletivas continuam suspensas e a população nunca esteve tão apreensiva como agora. Preocupada com a situação, a Câmara deve anunciar nas próximas horas a decisão de fazer mais uma audiência pública sobre o tema.

A perspectiva de envolvimento financeiro dos municípios que encaminham pacientes para cá também é grande, até mesmo porque o Cispará está deixando de ser um consórcio de saúde particular. Vai se tornar entidade pública e dentro disso terá papel de evitar sobrecarga de demandas. A nova filosofia de se acabar com as filas das cirurgias eletivas é distribuir os pacientes em três polos de saúde regionais, ou seja, Pará de Minas, Pitangui e Nova Serrana.

Agora, solução para os outros tipos de atendimento ainda não foram encontradas, até mesmo porque não se conhece com profundidade as estatísticas da região. Nesta semana, além dos R$260 mil repassados pela prefeitura chegaram outros R$200 mil da chamada Rede Resposta, programa do governo estadual.

Os R$460 mil foram usados no pagamento de parte do débito do hospital com os plantonistas, que estão sem receber já há 4 meses. A gravidade da situação financeira do hospital se deve à defasagem dos repasses feitos pelo SUS, cuja tabela está sem reajuste há 15 anos.



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